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Larissa Caldeira

CANTORA E COMPOSITORA

Recanto: escuta, corpo e permanência de Larissa Caldeira

Chamei de Recanto aquilo que não cabia mais no ruído. O que pedia silêncio, tempo e cuidado.

 

Não como fuga do mundo, mas como forma de permanecer nele sem se perder.


O recanto, para mim, não é apenas um lugar físico. É um estado de escuta. Um espaço onde o corpo deixa de performar e passa a sentir.

 

Onde a memória não aparece como nostalgia, mas como matéria viva, algo que ainda atua, que ainda organiza gestos, afetos e escolhas.
 

A imagem da capa nasce desse entendimento. Um corpo atravessado pela paisagem, filtrado pela luz, quase dissolvido nela.

 

Não há pose. Há presença. A mão que cobre parcialmente o rosto não esconde: protege, escuta, sustenta. É um corpo que se deixa afetar antes de se mostrar.
 

Musicalmente, Recanto se constrói nesse entrelugar. Dialoga com tradições, mas não se ancora nelas como passado fixo. O interior aqui é movimento, dobra, invenção contínua. A Bahia interior aparece como memória em trânsito, corpo-arquivo, paisagem sonora, experiência sensível.
 

Se este disco é um caminho de volta, ele não conduz a um ponto final. Conduz à possibilidade de permanecer. De habitar o tempo com mais cuidado. De fazer da canção um recanto possível.

Em breve em todas as plataformas digitais

O CLIPE DE
"Mãe Natureza"

O clipe traz a leveza e a calmaria do interior da Bahia. Gravado na zona rural de Vitória da Conquista, a obra fala de Natureza e da relação com os orixás

Primeiro disco do projeto Bahia Interior

O CLIPE DE
"Ar que mede"

O clipe traz a relação da cantora e compositora com a filosofia e a música. O vinho representa a liberdade poética e musical da canção e a dança a corporiedade dos corpos e dos desejos múltiplos. 

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